CONGRESSO  UNIVERSITÁRIO  DE  SANTARÉM

O Congresso Universitário de Santarém é o fórum máximo de deliberação da UES e visa reunir os universitários de todas as instituições de ensino superior do município de Santarém .

Todos os estudantes universitários de Santarém terão direito a voz no Congresso, todavia, o direito a voto é restrito aos delegados, que são eleitos nos termos do Regimento do Congresso, devidamente aprovado pelo Conselho de Entidades de Base da UES, que reúne CAs, DAs e DCEs.

O VIII Congresso Universitário de Santarém será realizado nos dias 14, 15 e 16 de setembro de 2017, sendo no dia 14/09 nas dependências Universidade Estadual do Pará-UEPA e nos dias 15 e16/09 no auditório anexo da Universidade Federal do Oeste do Pará -UFOPA;

Nossa coragem é o medo deles! 

As jornadas de junho do ano passado mostraram que somente a luta muda nossas vidas. No último período, as lutas democráticas ganharam força e polarizaram a sociedade na disputa de ideias. O fôlego revolucionário da juventude sacudiu as estruturas autoritárias e atrasadas de do país inteiro.

Paralelo a nova conjuntura política, este ano completa 50 anos do golpe militar no Brasil. Um período sombrio na história do nosso país, que instaurou um regime de perseguição, esfacelamento das liberdades democráticas e criminalizando movimentos sociais.

Essa data não vem num ano qualquer. 2014 é o ano da Copa do Mundo, evento que não só encara prioridades orçamentárias absurdas, onde saúde e educação passam longe, mas revela também um projeto de governo onde segurança é sinônimo de repressão e manifestação vira “desordem pública”.

É bastante conhecida a temática clássica das sociedades destinadas a repetir o que são incapazes de elaborar, sociedades que definem de antemão seu futuro a partir do momento que fazem de tudo para agir como se nada soubessem a respeito do que se acumulou às suas costas. Isso é especialmente importante para nós da Amazônia, porque, em geral, ainda sofremos de um “Alzheimer crônico”, quando a questão é lembrar e ajuizar o que representou nosso passado não tão distante. Esta apatia é prova cabal de como a alienação é produto de nossa estrutura política.

O fato de se tentar construir cenários bélicos para justificar o uso da violência reflete a realidade dos entulhos do autoritarismo. A lei antiterrorismo - o AI–5 padrão FIFA – propõe uma legislação de exceção para reprimir os movimentos sociais e os indignados que saíram as ruas nas manifestações de junho, bem como o processo de militarização das favelas nos grandes centros mostra a tentativa de limpeza étnica e social nas cidades- sede da copa.

Por isso, torna-se cada vez mais necessário fazer um “novo junho” em cada mês de 2014. Afinal, nossa coragem é o medo deles!  

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