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Cresce o grupo Kroton e a ameaça a educação pública





A mercantilização da educação é algo que vem sendo colocada em pauta dentre os governos. O ensino público cada vez mais precarizado, escolas sucateadas, a falta e desrespeito com os professores, o Escola sem Partido, a retirada da sociologia e filosofia das disciplinas obrigatórias, o avanço do Ensino Técnico como única alternativa para os jovens, especialmente da periferia, são algumas facetas que mostram o projeto dos empresários e do regime, precarizar o ensino e forjar mao de obra barata, tirar a possibilidade dos nossos jovens estarem na Universidade, inserindo-os no mercado, precarizado, de trabalho.

Uma das últimas propostas do Ministério da Educação para a educação básica, que reforçam a idéia da precarização da educação, se trata da permissão de até 40% do ensino médio realizado à distância. Para aqueles que já estudam em universidades privadas, têm acompanhado o aumento significativo no número de disciplinas online e do ensino a distância – o que Temer e Kroton pretendem também fazer com o ensino médio. O sucateamento da educação pública é essencial para o crescimento destes grandes grupos empresariais, que desempenham papel ativo na elaboração das diretrizes educacionais no Brasil.

O nosso lado e princípio, é em defesa da educação pública de qualidade, básica e superior. O monopólio educacional que o grupo Kroton vem criando, quer a destruição completa desse direito, para que possam lucrar cada vez mais. Nós queremos a melhoria da educação pública, das nossas escolas e Universidades, ocupamos nossas escolas e universidades e não permitiremos que os tubarões do ensino tomem as rédeas educacionais do país. Educação não é mercadoria, é direito!

Por Fabiana Amori, do juntos RJ e Renata Moara, Diretora da UES e do juntos Santarém/PA 

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